Caio Vaz: o artista gaúcho que transforma o lo-fi em poesia sonora

Entretenimento Geral

Por Luari Laevs

Em meio à imensidão musical da era digital, onde a velocidade muitas vezes sobrepõe a essência, o cantor, compositor e produtor Caio Vaz surge como uma voz sensível e criativa do sul do Brasil. Natural de Candelária (RS) e radicado em Santa Cruz do Sul, o artista constrói um universo musical onde o experimental e o emocional caminham lado a lado.

Desde a infância, Caio teve a música como companheira inseparável.

“Comecei gravando em rádio de fita em casa e, durante a adolescência, tocava em bandas de rock com som próprio”, relembra. A curiosidade e o espírito criador o levaram, anos mais tarde, a gravar seus primeiros sons solo, entre 2013 e 2014. Mas foi em 2023 que sua trajetória ganhou novo fôlego, com uma produção intensa e independente: “Nesses três anos lancei vários álbuns e EPs em formato lo-fi, todos compostos, gravados e produzidos por mim. Faço os vocais, guitarras, teclados, baixo, beats”,

conta o multi-instrumentista.

Entre o orgânico e o digital

O som de Caio é uma verdadeira alquimia de estilos. Ele mistura R&B, rap, indie pop, jazz e folk, tudo permeado por harmonias vocais inspiradas nos Beach Boys e pela espontaneidade do lo-fi. Suas influências transitam de Thundercat a Tim Maia, de Kendrick Lamar a Mac DeMarco, mas sua assinatura é inconfundível.

“Uso muito o lance das harmonias vocais em quatro vozes. As letras falam do aspecto humano, amor, tristeza, alegria, revolta e têm uma atmosfera melancólica e melódica”, define.

A estética do simples

Mais voltado para o estúdio do que para os palcos, Caio construiu uma discografia impressionante em pouco tempo: entre 2023 e 2025, lançou quatro álbuns, quatro EPs e o single ‘Responsabilidade’, lançado por uma gravadora. A primeira fase de sua carreira foi em inglês; a atual, em português, reflete sua maturidade e identidade.

Além das músicas, o artista também se destaca pelos seus “mini vídeos”, clipes curtos e intimistas que compartilha nas redes. “Fica mais fácil de fazer e de assistir”, diz, com a simplicidade que define seu processo criativo.

Novos projetos e memórias marcantes

Atualmente, Caio está mergulhado na produção de 20 versões acústicas ou semi acústicas de suas faixas já lançadas. Também planeja novos vídeos para as músicas “Quando Eu Morrer”, “Eu Te Encontrei” e “Viseira Espelhada”.

Entre as lembranças mais especiais da carreira, ele cita momentos de pura experimentação: tocar na banda Forte Apache e o Espiral abrindo shows para os Replicantes, fazer apresentações em pistas de skate e até gravar uma bateria na sacada de casa, captando o som ambiente das ruas. “Queria experimentar com os ruídos”, explica.

Mensagem e propósito

Para Caio, a música é uma forma de cura e de conexão.

“Quero que as pessoas sintam paz e esperança com o meu som. São coisas importantes nesse mundo, pra gente sair fora da depre”, reflete.

Ele também valoriza o cenário independente brasileiro e reconhece os desafios da era digital: “Os artistas independentes tentam ser escutados no meio de tanta informação. A gente acaba gastando muito tempo na divulgação online e criando menos.”

Com autenticidade e sensibilidade, Caio Vaz segue firme em sua jornada, convidando o público a mergulhar em suas melodias e reflexões. E encerra com um recado direto e sincero:

 “Mete ficha, com paz e esperança, e vai. Me dêem uma oportunidade ouvindo Caio Vaz no Spotify. É um som meio estranho, mas legal.”

Ouça Caio Vaz agora mesmo 

Spotify

https://open.spotify.com/artist/6bgnRNJRwLiQ7Gxsi0cedj?si=Ny-f58a1RZ2U3D_h5CIpKQ

Instagram

https://www.instagram.com/caiovazmusic1?igsh=cGQzcTl0dmtrcHVw

Por Luari Laevs

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